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SP Barbarians Rugby Club

Equipe paulista de rugby fundada em 2008.

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Rugby: Por que jogar?

“Eu nunca fui um cara que gostou de praticar esportes. Até o dia em que minha namorada falou que queria jogar rugby. Ela tinha encontrado um time aqui em Brasília e queria, de qualquer forma, treinar. Eu já tinha visto alguns jogos e um primo meu havia jogado quando morou fora do Brasil. Era um esporte que eu achava legal, mas que não entendia direito.

Pesquisamos na Internet e encontramos o lugar onde o Brasília Rugby Clube treinava e fomos lá nos informar. O treino era quinta-feira e começava nove da noite. Era uma noite chuvosa quando chegamos lá e não tinha uma garota sequer. O time feminino estava desativado por falta de interessadas, uma triste realidade dos esportes amadores no Brasil. Ficamos por ali para ver o começo do treino e esperar a chuva diminuir.

No campo encharcado, cerca de vinte caras – altos, baixos, magros e gordos de várias faixas etárias – corriam e tocavam uma bola oval. Quando os vi treinando naquelas condições, sem ganhar nada para fazer aquilo, decidi que iria dar uma chance àquele esporte. Depois de 15 anos iria praticar um esporte coletivo. No treino seguinte eu estava lá e nunca mais parei.

É violento?

Honestamente, não é violento. É um jogo físico, onde o impacto é freqüente, mas não é um esporte violento. Quem está em campo sabe que haverá contato, sabe que vai derrubar o adversário, sabe que vai cair, sabe que vai doer e se preparou para aquilo. Conhecer seus limites, conhecer as regras e saber o que fazer quando estiver jogando são as melhores formas de se proteger.

Machucar? Claro que machuca! Mas lesões existem em todos os esportes. Tenho amigos que romperam o ligamento jogando futebol, torceu o tornozelo jogando basquete, saiu com o nariz sangrando de partida de vôlei. Os hematomas e arranhões são comuns e passam a fazer parte da vida do jogador de rugby, mas as lesões sérias são mais raras. Se formos pensar, eu me machuco muito menos que o Paulo Henrique Ganso ou que a Daiane dos Santos, ou que os peladeiros de fim de semana.

O rugby vem crescendo no Brasil nos últimos anos e novos times estão sendo criados. Hoje há maiores investimentos e patrocinadores surgindo e a modalidade de sete jogadores vai estrear na Olimpíada do Rio 2016. Eu acredito que podemos ser grandes em qualquer esporte. Mas o rugby forma mais do que atletas, forma seres humanos de caráter.”

Autor: Diego Dubard
Jornalista nascido em Recife, vive em Brasília desde 2007. Escreve porque precisa ganhar a vida e joga rugby por paixão.

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